10/10/2010

Salto alto


Sapataria sempre foi um ambiente que me chamou a atenção. Talvez porque até o início da minha adolescência eu tenha sofrido com a podolatria. Sempre curti uns pezinhos sem joanete, unhas bem feitas e dedos mindinhos que não se amontoam sobre o penúltimo dedo.

Na minha infância, aqueles panfletos da sapataria Paraibana, da Carrapatoso e da Passo Doble (todas de Belém) me chamavam muito a atenção. Tanto que hoje me considero um crítico de pés. Aliás, essa seria uma profissão muito útil.

Considero a beleza de um pé critério para contração em uma empresa. Vejo as empregadas domésticas, secretárias de repartições públicas, atendentes de telemarketing, todas muito desleixadas com os pés. Precisamos de unhas bem feitas, de investimentos e maiores cuidados com os pés!

Pensem nisso...

19/09/2010

Mudanças

O BlogdoGillet anda há muito tempo inativo. Isso aconteceu por causa da necessidade de mudar o formato do mesmo. Não que meu interesse por esportes tenha diminuído. Jamais. É que simplesmente vivo uma outra situação. Diferente do tempo da minha atualização anterior a essa, muita coisa mudou.

Passei a trabalhar no Jornalismo Geral, o Stand Up Comedy se tornou uma outra atividade... enfim. Inúmeras mudanças! O certo é que opto por continuar escrevendo sobre esporte, mas também vou falar do dia-a-dia e de humor. Que tal?

Logo logo os primeiros textos vão sair. Aguardem!

15/04/2010

Cesta contra na NBA! Eita pau!

Quem aí já viu uma cesta contra, no basquete? Existe. E aconteceu logo na NBA. O 'causo' aconteceu na derrota do Boston Celtics para o Chicago Bulls, na noite desta quarta-feira, 14. A autoria do feito foi Rashid Wallace, dos Celtics, que acabaram derrotados por 101 a 93.

Eu já marquei uma porção de gols contra, já quebrei perna de atacante e até chutei a minha cara jogando bola, certa vez. Isso mesmo! Chutei a minha cara, pode? Em se tratando de desempenho nos gramados, comigo tudo pode. Sim... confiram a cesta contra do Wallace no vídeo abaixo:

video

14/04/2010

Mudando a cara

Faz tempo que olho pro meu blog e sinto um vazio no peito.  A parada é a seguinte: por que escrever o que todo mundo já escreve? Sem acrescentar muita coisa, sem estilo próprio... Não quero e nem devo imitar os blogueiros esportivos espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

A idéia a partir de agora é misturar esporte com humor. Sem imitar o Bola nas Costas, o Kibeloco, e por aí vai. Vâmo que vâmo! Bom... nesse primeiro posto eu jogo uma indagação que faço pra mim mesmo, pra vocês: por que diabos os dinossauros da imprensa esportiva insistem em falar de futebol de forma rebuscasa.

Muitos desses caras até twitter já tem, curtem um bate papo virtual, mas insistem em chamar bola de balão de couro, grande área de cidadela e trave de pau! Sinceramente... quem, nascido pós década de 1980, entende isso? Brincadeira né?

Bola é bola, tem dois lados e ponto final. Grande área é grande área! Não é cidadela! Trave não é feita de pau! Entendam isso de uma vez por todas, dinossauros! Curto narração futebolística. Aprendi a fazê-lo com o jornalista e primeiro patrão Edson Matoso, em meados de 2006, e nunca usei esses termos! Jamais!

Abraços a todos os amantes do futebol que não suportam palavreado da década de 30 nas narrações atuais!

31/03/2010

Homenagem ao mestre

México 70

Armando Nogueira


México 70 - E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.

Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.

E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.

O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.

Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.

Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.

Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.

Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.

Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração. Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.

Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.

Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.

A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.

Até que os deuses do futebol inventem outra.

26/03/2010

Sob protestos, uma vitória amarga

Um dia depois das estréias de Águia, Paysandu, São Raimundo e Independente no segundo turno do Campeonato Paraense, foi a vez de o Remo entrar em campo. O adversário foi o modesto Ananindeua, aquele mesmo que o Leão goleou por 6 a 0 na primeira rodada do primeiro turno. Pois bem, a coisa ficou feia antes, durante e depois do jogo.

O Remo jogou nervoso, impaciente pra concluir e marcar o adversário. Abatido pela perda do título do primeiro turno para o arqui-rival Paysandu, os azulinos tinham que mostrar serviço para o técnico Giba, que acompanhou o jogo das cabines. Depois de abrir 2 a 0, o Leão permitiu o empate do Ananindeua. Foi aí que começaram os protestos. As arquibancadas do Evandro Almeida pegaram fogo!

Não atiraram objetos no gramado, mas, os poucos torcedores que lá estavam chamaram o time de pipoqueiro, o Índio (lateral-direito) de cachaceiro e a diretoria remista de omissa. Injusto. O Índio não parece ter encontrado um grande futebol no Leão Azul, mas chamar a diretoria do Remo de omissa é demais. Os caras, se estiverem errando, é por querer acertar. Mesmo sem divisão, os jogadores do Remo recebem em dia.

Além do mais, o clube cresceu muito depois que o Klautau assumiu a presidência. Não tenho porque puxar saco de presidente do Remo e nem de qualquer outro clube, mas, quando uma administração é digna de elogios, por que não elogiar? Enfim, o Remo encontrou a vitória aos 45 minutos do segundo tempo. Gol do Vélber, um dos que mais vinha sofrendo com as críticas do torcedor. O Leão laçou o boi, ou a Tartaruga. O certo é que na classificação geral do Estadual os azulinos seguem líderes e as esperanças estão renovadas. Hoje, 26, Giba comanda o primeiro treino à frente do Remo no Baenão. Acredito que, sem protestos.

Shumacher na briga?


Que se cuidem Alonso, Massa, Button e companhia. O alemão Michael Schumacher (foto) voltou! Voltou a correr forte. Foi assim no primeiro e no segundo treino livre para o GP da Austrália de Fórmula 1. No segundo treino, o calo no sapato do Barrichello fez  com a sauaMercedes, o quarto tempo.

Barrica fez apenas o nono tempo. Tudo bem que os tempos que valem mesmo são os do treino oficial, marcado para as 3h da manhã deste sábado. Mas que 'A Máquina' parece ter voltado e isso começa a assustar, disso não tenho dúvida.

23/03/2010

De um lado, a paz. Do outro, o incêndio.

Bom. O primeiro assunto em questão depois de dois dias de ausência por aqui continua sendo o resultado da final do primeiro turno do Campeonato Paraense e suas consequências. O Remo não perdeu pra ele mesmo. os 7 a 5 no resultado final a partida de 180 minutos (4 a 2 para o PSC no primeiro jogo e 3 a 3 na segunda partida) prova que os méritos pelo título são todos do Papão da Curuzu.

Discutimos sobre a Taça Cidade de Belém e, principalmente, sobre a final, durante a primeira hora do Futebol e Companhia desta segunda-feira, na Unama FM 105.5. Chegamos ao consenso de que o Paysandu foi frio. Soube decidir quando tinha que decidir. Trocou de técnico no momento certo - antes de o barco afundar de uma vez por todas. Resultado: Taça na mão e o maior rival chupando o dedo.

Na segunda-feira, ontem, 22, a Curuzu respirou uma calmaria danada. Moisés, herói bicolor na decisão, era um dos mais posudos - não poderia ser diferente. Depois de sair da base bicolor e ganhar a chance de ser titular na era Luís Carlos Barbieri, não saiu mais. No Baenão, empolgação geral. Landu, aquele atacante polêmico do início da segunda metade dos anos 2000, voltou! Se disse mais maduro, bonito e pronto pra levar o Remo à Série A. Pode? Com o Landu, tudo pode!

Depois de demitir o Sinomar Naves, a diretoria do Remo contratou Giba (foto) para o comando técnico da equipe. Só pra resumir o trabalho do Sinomar à frente do Leão, entre amistosos e jogos oficiais foram 17 vitórias, 13 empates e apenas duas derrotas (um 4 a 2 para o Paysandu pelo Parazão e um 4 a 0 para o Santos, pela Copa do Brasil).

Giba Maniaes, o novo comandante, estava no Rio Branco (SP) e salvou o Remo do rebaixamento à Série C em 2006. Voltou em 2007, mas não teve sucesso durante o Parazão daquele ano. É ultra profissional e pode ter sido uma cartada acertada. Vamos ver.