
Um dia depois das estréias de Águia, Paysandu, São Raimundo e Independente no segundo turno do Campeonato Paraense, foi a vez de o Remo entrar em campo. O adversário foi o modesto Ananindeua, aquele mesmo que o Leão goleou por 6 a 0 na primeira rodada do primeiro turno. Pois bem, a coisa ficou feia antes, durante e depois do jogo.
O Remo jogou nervoso, impaciente pra concluir e marcar o adversário. Abatido pela perda do título do primeiro turno para o arqui-rival Paysandu, os azulinos tinham que mostrar serviço para o técnico Giba, que acompanhou o jogo das cabines. Depois de abrir 2 a 0, o Leão permitiu o empate do Ananindeua. Foi aí que começaram os protestos. As arquibancadas do Evandro Almeida pegaram fogo!
Não atiraram objetos no gramado, mas, os poucos torcedores que lá estavam chamaram o time de pipoqueiro, o Índio (lateral-direito) de cachaceiro e a diretoria remista de omissa. Injusto. O Índio não parece ter encontrado um grande futebol no Leão Azul, mas chamar a diretoria do Remo de omissa é demais. Os caras, se estiverem errando, é por querer acertar. Mesmo sem divisão, os jogadores do Remo recebem em dia.
Além do mais, o clube cresceu muito depois que o Klautau assumiu a presidência. Não tenho porque puxar saco de presidente do Remo e nem de qualquer outro clube, mas, quando uma administração é digna de elogios, por que não elogiar? Enfim, o Remo encontrou a vitória aos 45 minutos do segundo tempo. Gol do Vélber, um dos que mais vinha sofrendo com as críticas do torcedor. O Leão laçou o boi, ou a Tartaruga. O certo é que na classificação geral do Estadual os azulinos seguem líderes e as esperanças estão renovadas. Hoje, 26, Giba comanda o primeiro treino à frente do Remo no Baenão. Acredito que, sem protestos.